Depois de tanto tempo, um poema pra variar
A Clência roubou meu coração
quando eu ainda era muito pequena
No caminho bifurcado, de um lado meu Pai sacudia a toga preta
Feito a bandeira da morte
De outro lado ela me sorria, cabelos vermelhos ao vento
Toda de banco, com as mãos estendidas
Cheias de interrogações
Não fui com Ela daquela vez
Mas sua piscada cúmplice
Me fez saber
Que um dia ela virá me buscar.
Twilight Zone Revisited
quarta-feira, 15 de junho de 2011
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Mais Velharia
A vida anda corrida, meus amores, fim de ano é assim - Tirando pequenas folgas entre meia noite e seis da manhã q uso para dormir, tenho as responsas de uma gerente de pousada / mãe / estudante / líder de classe / namorada / filha / amiga. E isso tem me tomado o resto do tempo todo.
Estive dando muita risada ontem, pois descobri que estou em Recuperação na matéria de Autocuidado. Como não pudesse me deixar em recuperação com média CD (10.0), ela me deixou por faltas. É uma forma de recuperar seu orgulho, depois que ela me fez umas 15 perguntas-pegadinha enquanto eu desenhava na sala de aula e eu respondi a todas corretamente e sem paras de desenhar nem levantar os olhos do papel. Hhuauhauha. Apesar disso, eu gosto da professora e ela é bem gente fina.
Sem tempo nenhum hj, eu posto um velho poema obscuro apenas para marcar o dia nublado.
Os Abutres
Os abutres revoam
Em torno de mim
Mas ainda estou viva
Por entre os entulhos
E nenhum bicho vai
Arrancar os meus olhos
Antes que eu decida
Comê-lo primeiro
A rapina terrível
Começa com prosa
Vira toque, carícia
E a presa, orgulhosa
Lá vai de bom grado
Cair nos seus bicos
Vira bem depressa
Gostoso petisco
E então se pergunta
O que foi que fez?...
Eu te digo
O caminho
Pra ser um lanchinho
É acariciar o Lobo
Pela primeira vez.
Estive dando muita risada ontem, pois descobri que estou em Recuperação na matéria de Autocuidado. Como não pudesse me deixar em recuperação com média CD (10.0), ela me deixou por faltas. É uma forma de recuperar seu orgulho, depois que ela me fez umas 15 perguntas-pegadinha enquanto eu desenhava na sala de aula e eu respondi a todas corretamente e sem paras de desenhar nem levantar os olhos do papel. Hhuauhauha. Apesar disso, eu gosto da professora e ela é bem gente fina.
Sem tempo nenhum hj, eu posto um velho poema obscuro apenas para marcar o dia nublado.
Os Abutres
Os abutres revoam
Em torno de mim
Mas ainda estou viva
Por entre os entulhos
E nenhum bicho vai
Arrancar os meus olhos
Antes que eu decida
Comê-lo primeiro
A rapina terrível
Começa com prosa
Vira toque, carícia
E a presa, orgulhosa
Lá vai de bom grado
Cair nos seus bicos
Vira bem depressa
Gostoso petisco
E então se pergunta
O que foi que fez?...
Eu te digo
O caminho
Pra ser um lanchinho
É acariciar o Lobo
Pela primeira vez.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Cadeia Alimentar
O Lobo e o Cordeiro se encontraram num cotovelo de caminho. O Cordeiro, apavorado, implorou por sua vida ao ver o predador:
- Por favor, não me coma!
O Lobo o olhou com desdém.
- Por que eu conspurcaria minha liberdade com a carne de um animal de rebanho, nascido para morrer pelas mãos e pela fome de quem o alimenta?
O Cordeiro lançou ao Lobo um olhar matreiro e perigoso demais para um animal comportado.
- Não me tens em alta conta, não é verdade?
- Não mesmo. Tu és comida desde que foste pensado e te é dado obedecer, servir e gostar da servidão a ponto de agradecer a mão que te leva ao matadouro.
O Cordeiro fez um muxoxo e tornou:
- Declaradamente é verdade, Seu Lobo. Liberdade é algo que não me pertence e com o qual não deveria nem sonhar. Mas a SUA liberdade lhe pertence? Lhe é dado alguma vez escolha sobre ser um predaor implacável ou não? O senhor pode ser menos que um caçador sanguinário se assim o desejar perante os outros 'Lobos Livres'? A Alcatéia não será o seu rebanho, que o julgará?
- ...
O lobo e o cordeiro deram-se as patas, sentaram-se juntos debaixo de uma árvore e comungaram da paz dos vencidos e dos iguais.
- Por favor, não me coma!
O Lobo o olhou com desdém.
- Por que eu conspurcaria minha liberdade com a carne de um animal de rebanho, nascido para morrer pelas mãos e pela fome de quem o alimenta?
O Cordeiro lançou ao Lobo um olhar matreiro e perigoso demais para um animal comportado.
- Não me tens em alta conta, não é verdade?
- Não mesmo. Tu és comida desde que foste pensado e te é dado obedecer, servir e gostar da servidão a ponto de agradecer a mão que te leva ao matadouro.
O Cordeiro fez um muxoxo e tornou:
- Declaradamente é verdade, Seu Lobo. Liberdade é algo que não me pertence e com o qual não deveria nem sonhar. Mas a SUA liberdade lhe pertence? Lhe é dado alguma vez escolha sobre ser um predaor implacável ou não? O senhor pode ser menos que um caçador sanguinário se assim o desejar perante os outros 'Lobos Livres'? A Alcatéia não será o seu rebanho, que o julgará?
- ...
O lobo e o cordeiro deram-se as patas, sentaram-se juntos debaixo de uma árvore e comungaram da paz dos vencidos e dos iguais.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Back!
*** Depois de umas semanas conturbadas, emprego novo e talz
Voltei pra reativar o blog e postar alguma coisinha. Don't worry que com o tempo eu volto à antiga forma. Logo postarei mais frequentemente. Esse poeminha amargo é apenas um 'esquenta'. Bjos a Tds.
Rainha Negra
Na ausência de sofrimento
Meu coração estranha
Como se cada sístole-diástole
Tivesse que ser
Permeada em dor.
Velho hábito arraigado
De sentir o peito aos pulos
Mais cortisol do que sangue
Nos enfartos corriqueiros.
Quisera entender por quê
Na ausência da minha amada,
A grande Rainha Dor,
Eu a procuro em tudo -
Açúcar-Amargo-Amor
Voltei pra reativar o blog e postar alguma coisinha. Don't worry que com o tempo eu volto à antiga forma. Logo postarei mais frequentemente. Esse poeminha amargo é apenas um 'esquenta'. Bjos a Tds.
Rainha Negra
Na ausência de sofrimento
Meu coração estranha
Como se cada sístole-diástole
Tivesse que ser
Permeada em dor.
Velho hábito arraigado
De sentir o peito aos pulos
Mais cortisol do que sangue
Nos enfartos corriqueiros.
Quisera entender por quê
Na ausência da minha amada,
A grande Rainha Dor,
Eu a procuro em tudo -
Açúcar-Amargo-Amor
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
O que menos corre, voa...
*** Aviso aos navegantes - essa semana tô trabalhando mais que um cão de trenó.Sem tempo pra postar, mas amanhã procurarei corrigir isso. Prometo.
Bjos a tds...
Bjos a tds...
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Surreal
Tô vivendo num quadro de Magritte. Gente, que loucura essa semana.
Ontem foi um daqueles dias em que a gente não devia levantar da cama, devia se esconder nas cobertas com um bom suprimento de cookies e nesquick de morango e só sair uns dias depois.
Arrombaram meu apartamento. Ok, BC é uma cidade grandinha, com problemas de cidade grandinha tbm, mas caramba. Eu moro num cubículo do tamanho de uma caixa de Skinner, num último andar. alguém teve a pachorra de arrombar SÓ O MEU APÊ no prédio todo, levar um DVD quebrado, um cobertor velho e 230 pilas... A única suspeita que eu teria daí era de ser um ladrão burro, mas acontece que su iu de la uma pasta de documentos do meu antigo patrão advogado. Tirem suas conclusões.
quando cheguei em casa de carona c meu amigo Erol, meus pais estavam lá e disseram que tinha roupa minha até a metade da escada... Agor estamos instalando mais trancas, e graças a Deus eu sempre ando com o notebook nas costas, senão nem postar mais eu poderia com calma.
A essas todas, estou na escola hj, nerdeando no meu dia de folga, com uma correção de monografia pra fazer e com a cabeça looooooooonge.
Vou postar pra vcs um poema antigo meu, surreal como td a situação em que me encontro, e q tem o clima perfeito pro dia.
Bjos a tds.
Surrealista
Por uma fresta no peito
De uma silhueta
Observo segundos arenosos
Tiquetaqueando surdos nos montes
De uma ampulheta
À sombra de um mural
De ícones ditosos
A trilha sonora
Rascante
Rodente
De um rato que rói
Um pedaço de alma
Ecoando em pingos
De um licor quente;
Inunda sentidos de
Falta de calma
E um frio andarilho
Subindo a espinha
Com dedos gelados
Se esquenta na hora
A máscara perde as cores que tinha
E o rosto encoberto relaxa,
Então cora.
Ontem foi um daqueles dias em que a gente não devia levantar da cama, devia se esconder nas cobertas com um bom suprimento de cookies e nesquick de morango e só sair uns dias depois.
Arrombaram meu apartamento. Ok, BC é uma cidade grandinha, com problemas de cidade grandinha tbm, mas caramba. Eu moro num cubículo do tamanho de uma caixa de Skinner, num último andar. alguém teve a pachorra de arrombar SÓ O MEU APÊ no prédio todo, levar um DVD quebrado, um cobertor velho e 230 pilas... A única suspeita que eu teria daí era de ser um ladrão burro, mas acontece que su iu de la uma pasta de documentos do meu antigo patrão advogado. Tirem suas conclusões.
quando cheguei em casa de carona c meu amigo Erol, meus pais estavam lá e disseram que tinha roupa minha até a metade da escada... Agor estamos instalando mais trancas, e graças a Deus eu sempre ando com o notebook nas costas, senão nem postar mais eu poderia com calma.
A essas todas, estou na escola hj, nerdeando no meu dia de folga, com uma correção de monografia pra fazer e com a cabeça looooooooonge.
Vou postar pra vcs um poema antigo meu, surreal como td a situação em que me encontro, e q tem o clima perfeito pro dia.
Bjos a tds.
Surrealista
Por uma fresta no peito
De uma silhueta
Observo segundos arenosos
Tiquetaqueando surdos nos montes
De uma ampulheta
À sombra de um mural
De ícones ditosos
A trilha sonora
Rascante
Rodente
De um rato que rói
Um pedaço de alma
Ecoando em pingos
De um licor quente;
Inunda sentidos de
Falta de calma
E um frio andarilho
Subindo a espinha
Com dedos gelados
Se esquenta na hora
A máscara perde as cores que tinha
E o rosto encoberto relaxa,
Então cora.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Na Companhia dos Lobos
Ontem eu estava falando sobre um dos meus filmes favoritos - "Na Companhia dos Lobos", e resolvi postar hj esse poema antigo pacas, e muito atípico meu,por não ser sombrio nem triste. Antes eu o acho extremamente divertido por ser erótico e pueril até os ossos.
Enjoy.
Chapeuzinho
Querendo
Ser caçada por um Lobo,
Chapeuzinho
Se embrenhou floresta adentro
Em busca de um
Caminho osbcuro
Onde fosse achar o seu alento.
O bicho,
Que longos cabelos tinha,
Bem cedo percebeu
A companhia
Ela era não mais que
Uma menina,
Mas era muito mais
Do que se cria.
“Bom dia Chapeuzinho”
Disse o Lobo
Caprichando nos humanos meneios
“Boa noite” disse ela
E ajeitou
Com um gesto no decote
Os fartos seios;
“O que você procura?”
Disse o Lobo
“Procuro pela casa da vovó”
E o Lobo derreteu-se deleitado:
Aquela criatura assim, tão só!
“Passeie pela floresta comigo”
Assim o Lobo fez o seu convite
Chapeuzinho arrumou a liga e disse
“Seu Lobo, eu preciso de um palpite...”
O Lobo levantou suas orelhas
E pronto à sua fala se quedou:
“Se ao senhor houvesse tempo e vontade;
Deixaria que escolhessem sua presa?
Entregava ao destino a sua sorte,
E aceitava o que lhe viesse à mesa?”
As palavras fluíam impertinentes
Com uma graça tão doce e tão vadia
Da boca vermelha onde os dentes
Revelavam uma caçadora fria.
O Lobo recuado como estava
Deu um passo à sua frente e enlaçou
Chapeuzinho com as suas grandes garras
E ainda por cima a beijou!
“Chapeuzinho, o que o destino trouxe
Me sabe ao veneno da maçã...
Mas isso é de outra história, e o tempo urge
A hora que se perde é sempre vã.
O que tu me dizes por enigmas
Eu chamo é de febre terçã...”
Chapeuzinho deslumbrada com o Lobo
Olhando fixo nos seus verdes olhos
Queria era que o mundo se acabasse
Virasse numa pilha de escolhos
Se ela apenas pudesse se deixar
Ser lambida e mordida e machucada
Pelo Bicho que tinha à sua frente
Para quem queria ser presa, e mais nada...
*** Poema absolutamente ridículo...
Enjoy.
Chapeuzinho
Querendo
Ser caçada por um Lobo,
Chapeuzinho
Se embrenhou floresta adentro
Em busca de um
Caminho osbcuro
Onde fosse achar o seu alento.
O bicho,
Que longos cabelos tinha,
Bem cedo percebeu
A companhia
Ela era não mais que
Uma menina,
Mas era muito mais
Do que se cria.
“Bom dia Chapeuzinho”
Disse o Lobo
Caprichando nos humanos meneios
“Boa noite” disse ela
E ajeitou
Com um gesto no decote
Os fartos seios;
“O que você procura?”
Disse o Lobo
“Procuro pela casa da vovó”
E o Lobo derreteu-se deleitado:
Aquela criatura assim, tão só!
“Passeie pela floresta comigo”
Assim o Lobo fez o seu convite
Chapeuzinho arrumou a liga e disse
“Seu Lobo, eu preciso de um palpite...”
O Lobo levantou suas orelhas
E pronto à sua fala se quedou:
“Se ao senhor houvesse tempo e vontade;
Deixaria que escolhessem sua presa?
Entregava ao destino a sua sorte,
E aceitava o que lhe viesse à mesa?”
As palavras fluíam impertinentes
Com uma graça tão doce e tão vadia
Da boca vermelha onde os dentes
Revelavam uma caçadora fria.
O Lobo recuado como estava
Deu um passo à sua frente e enlaçou
Chapeuzinho com as suas grandes garras
E ainda por cima a beijou!
“Chapeuzinho, o que o destino trouxe
Me sabe ao veneno da maçã...
Mas isso é de outra história, e o tempo urge
A hora que se perde é sempre vã.
O que tu me dizes por enigmas
Eu chamo é de febre terçã...”
Chapeuzinho deslumbrada com o Lobo
Olhando fixo nos seus verdes olhos
Queria era que o mundo se acabasse
Virasse numa pilha de escolhos
Se ela apenas pudesse se deixar
Ser lambida e mordida e machucada
Pelo Bicho que tinha à sua frente
Para quem queria ser presa, e mais nada...
*** Poema absolutamente ridículo...
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